Foco no Resultado – Olho no Processo

Projetos de Design Instrucional (ou Didático) devem ter um objetivo claro: quais conteúdos devem ser absorvidos e quais competências geradas pelos alunos.
Um possível equívoco é começar a modelar o curso unicamente pelo conteúdo, algo como “esse é o conteúdo, o curso tem 12 horas, sendo 4 presenciais e 8 online, pode usar fórum, mas não tem moderador para chat. Vamos lá!” Essa perspectiva põe o foco no conteúdo e nos recursos tecnológicos, mas pode correr o risco de perder de vista os alunos – suas características e o que se espera que eles saibam fazer por terem vivenciado o curso.
O ideal é começar justamente pelos alunos, em seguida considerar os recursos disponíveis (tempo, financeiro, tecnológico) para então começar a modelar o curso.
Para prazos apertados, conteúdos curtos e baixa disponibilidade de recursos, podem ser necessários um viés conteudista ou informacional em que se busca disponibilizar rapidamente o conteúdo para os alunos e verificar se eles o absorveram.
Formações que pedem a capacitação de uma pessoa para a tomada de decisões e/ou que envolvam mudanças de comportamento (ações atitudinais) necessitam criar situações em que o aluno aplique os conteúdos absorvidos – normalmente por estudos de casos e/ou projetos. Faz- se necessária uma postura mais construtivista, de construção de conhecimentos e competências, em que se deve manter o foco no resultado esperado, mas também com grande atenção ao processo por meio do qual o aluno constrói seu conhecimento. Disponibilizar conhecimento não garante mudança de atitude e tão pouco que o aluno saiba aplicá-lo em situações fora do padrão previsto no conteúdo. O desenho didático do material torna-se então mais complexo, requerendo diferentes formas de avaliação e dinâmicas.

Deixe um comentário

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.