ecologicamente correto

ecEntão, você adora refrigerante. Gosto não se discute, se lamenta. E será muito lamentado mesmo, quando passarmos a viver nossos últimos suspiros enquanto espécie sobre maontanhas de lixo. Embalagens que só servem para mostrar a grife da corporação, combustíveis fósseis que engordam as contas bancárias de alguns poucos ingleses e norte-americanos (sério, você achava que só os árabes ficavam milionários com o petróleo?), eletrodomésticos descartáveis que envenenam mananciais, destruição de florestas para plantar soja para alimentar vacas que peidam e arrotam e destroem a camada de ozônio. Não dá pra listar aqui a quantidade de lixo que um ser humano brasileiro pobre ou de classe média produz. E para listar a quantidade de lixo que uma criatura de elite produz, provavelmente precisamos do blog inteiro. Tudo está ligado à produção industrial em larga escala que demanda consumidores. Mas para produzir algo para ser consumido, são necessários recursos naturais que se esgotam e se degradam. Se você somente gera uma página desta de lixo, imagine 7 bilhões de pessoas. O fato é que, sob a perspectiva do capitalismo, a conta não fecha: se diminuirmos a pobreza, as pessoas vão consumir mais, gerando mais lucro, gerando mais produção, demandando mais consumo. E aí, coitados dos bichinhos e das plantinhas? Uma ova. Antes disso,  natureza vai é passar o rodo na espécie humana, que é só mais uma entre tantas. Lá no século XIX inventaram que o ser humano é o ápice da evolução e, portanto, dominante no planeta. Esse pensamento científico foi derrubado. Nós não somos ápice de nada, assim como deixamos de ser o centro do universo no século XVII. Somos apenas uma ínfima parte de um sistema complexo e aleatório que nós estamos tornando hostil para nós mesmos.

Gabriel Tunupa e os Espíritos da Natureza (CONCEITOS DE PERSONAGEM)Celina Bastos e a casa do mosquitoTereza "Tiza" Menezes e esse estranho objeto de desejo chamado carro

MC Saci e o batidão de boasRicardo "Boto" Monteiro e o Bispo do CanalMarcia Rocha e o mistério marinho

Jandira e uma pitada de descaso (Aventuras SABORES MITOLÓGICOS)Seu Neco e o Paraibuna, um rio que passou do ponto (Aventuras SABORES MITOLÓGICOS)Sirlene e o amargor do velho Chico (Aventuras SABORES MITOLÓGICOS)Mariana e um vale de lágrimas acridoces (Aventuras SABORES MITOLÓGICOS)


Referências: