socialmente justo

sj“Você não é melhor do que eu, foi o que ele disse.” E o bate boca no intervalo começou assim. Ah, demorou um certo tempo pra entender o que ele queria dizer com isso. Claro que fiquei preocupada com minha imagem de presidente do grêmio estudantil, mas não é que ele tinha razão? Realmente alguma coisa precisava ser feita, já que ele, cadeirante, quase nunca conseguia pegar a sobremesa no refeitório.
Tive de estudar um pouco mais para entender que desde 1988 o Brasil tem uma lei máxima – a Constituição – que assegura o acesso à educação, à saúde, ao crédito, aos bens públicos, à posse da terra, à titularidade de imóveis e a tudo o que é indispensável a uma vida de boa qualidade em uma sociedade democrática moderna. E isso é muito mais que os direitos civis ou políticos. Os direitos humanos e direitos sociais são muito mais recentes na história da humanidade. Descobri que têm só um século!

Olha só que legal o texto que encontrei:

*Cada um só possui os direitos que aceita para os outros, ou seja, cada um é sujeito de direito na mesma medida em que reconhece o outro como sujeito de direito. A recusa no reconhecimento destrói a comunidade dos sujeitos de direito. Aquele que não é reconhecido como sujeito de direitos no interior da comunidade, também não é sujeito de deveres. Na medida em que os demais membros não reconhecem os direitos de alguém, este fica desobrigado de reconhecer os direitos dos demais.*
Notei então que o que estava sendo pedido pelo meu colega se relacionava ao conceito de justiça social, e ela se relacionada aos direitos humanos e sociais:

  • *Direitos humanos* – são os direitos básicos de todo ser humano: ir e vir, liberdade de expressão, igualdade de todos perante a lei, não ser discriminado, moradia, saúde, educação, etc.
  • *Direitos sociais* – são os direitos relativos ao trabalho, ao direito de todo ser humano de prover sustento a si mesmo e à sua família.

Quase sempre é necessária a intervenção de uma instância de poder – no caso do país, o governo – para que a justiça social seja aplicada. Bem, aqui na escola eu posso, como presidente do grêmio, falar com a galera, fazer uns cartazes para colocar no refeitório e buscar conscientizar todo mundo. E esse tipo de ação não é um “privilégio”, mas uma ação que visa realmente aplicar a tal “justiça distributiva” (que diz que um deve receber o que lhe é devido). Ora, sobremesa para todos! Direitos para todos!

Veja o que cada um/a tem a dizer.



Referências: