Economicamente Viável

evVocê se aproxima da mulher negra para falar com ela:
– Com licença, eu estou com o grupo da faculdade que está visitando a E&C. Eles nos disseram que a hidrelétrica vai beneficiar muito a região gerando empregos e trazendo energia.
Ela se vira e estuda você com atenção:
– Eles disseram isso, não foi? Não é o que eu acredito. Meu nome é Vanessa, sou nascida e criada aqui e já ouvi esse tipo de história muitas vezes. Eu estou indo até a feira, se você me acompanhar nós podemos conversar no caminho.
– OK.
Você acompanha Vanessa até a feira que fica em outra praça na cidade. Há várias barracas com diferentes produtos de cooperativas da região: legumes; frutas; cereais; ovos; carnes; geléias; pães e bolos; mel; roupas; produtos artesanais;
Isso faz você pensar: eu conheço o que se produz no meu bairro? Na minha cidade? No meu estado? Será que perto de onde eu moro tem costureiras com trabalhos legais? Uma feira de artesanato interessante? Espaços de produção cultural?
Nesse momento a sua atenção é atraída por uma conversa de Vanessa com outra mulher:
– Vanessa eu segui seu conselho e vim aqui. Mas, é tudo mais caro que no supermercado!
– Mas, você encontra seriguela nos supermercados? E mais, já notou que as frutas têm gosto de plástico? Estranho, né? É porque os produtos deles são cheios de agrotóxicos. Aqui é tudo produzido por cooperativas com carinho, cuidado, e meios naturais e orgânicos. Pode ser um pouco mais caro, mas é muito melhor.
– Lá vem você de novo com essas conversar, Vanessa. Eu já li que não dava para produzir na escala que as cidades precisam sem agrotóxicos e outros produtos para aumentar a safra. O agronegócio é quem faz o Brasil andar!
– Isso porque as pessoas desperdiçam demais. Consomem além da conta. Quem mais causa desmatamento hoje é a criação de gado. E a crise hídrica? Ainda se está pesquisando o impacto do agronegócio nisso. Se afeta ou não. Aqui várias cooperativas se articulam. Tanto daqui como de outros lugares. Minha amiga Alice Bertalha…
– Nem vem, Vanessa. Agradeço suas dicas. Mas, quem decide o que a minha família come sou eu!
A mulher vai embora e Vanessa suspira:
– As pessoas resistem muito a mudar seus hábitos. E agora tudo vai ficar pior. A energia gerada aqui pela hidrelétrica é principalmente para abastecer uma usina que fica longe daqui. Vai ter emprego no curto prazo, mas logo isso acaba. O mal do Brasil é comprometer o longo prazo com soluções de curto prazo. Resolve agora, mas explode depois. Por isso eu fiz Design e Engenharia de Produção e me filiei à ONG Muiraquitã, para encontrar um caminho mais sustentável.


Ao escolher ajudar Vanessa, você se interessou pelo VALOR ECONOMICAMENTE VIÁVEL da Sustentabilidade. Baixe a PLANILHA e comece a preenchê-la de acordo com as instruções. Escolha uma dentre as opções abaixo; este idealismo será o combustível mobilizador do seu ativismo:

  • Produtividade: procura meios de se conseguir fazer mais gastando menos recursos para que a economia seja sustentável no futuro e se consigam melhores resultados no presente. Atua em tecnologia e gestão.
  • Inovação: busca novas soluções para os problemas atuais para que estes sejam resolvidos, bem como aproveitar as oportunidades que surjam. Atua tanto em questões empresariais quanto sociais.

Ela olha para você, pensa um pouco e fala:
– Eu estou na dúvida entre dois caminhos a seguir. Eu terminei um jogo para estudantes sobre questões ambientais. Eu pretendo colocar online e fui convidada para apresentar o jogo em uma escola daqui hoje. Só falta tirar umas fotos. Mas, a ONG e os moradores da região programaram uma manifestação daqui a pouco em frente à sede da empresa. Onde você prefere ir comigo?


Para escola OU Para a manifestação


 

Vanessa é Designer com especialização em Engenharia de Produção, organiza trocas comerciais colaborativas na comunidade e projeta jogos educacionais preocupados com os seguintes assuntos: feiras com produtos orgânicos, valorização do comércio local e economia solidária. Além disso, reaproveita roupas, sapatos e acessórios velhos ou descartados, tornando-os adequados ao ambiente local, duráveis e que se transformam (calças que viram bermudas, sapatos que crescem com os pés das crianças, vestidos que viram duas peças e etc).