Laboratório de Descolonização

RESUMO
Este projeto busca construir uma ponte sobre o abismo que ainda isola discentes cotistas nos cursos de graduação e que ainda afasta estudantes do ensino básico das universidade. Por meio de um conjunto de atividades cíclicas (sarau > roda de conversa > cinedebate > oficina > exposição)  fundamentadas em pensamentos descoloniais e em didáticas transgressoras, pretendemos oferecer um repertório cultural periférico, se entendermos o centro como a cultura européia, que possa servir de ponto de partida para a elaboração de poéticas pessoais capazes de transformar sujeitos e seus espaços.

CONTATO
Telefone e/ou e-mail de contato do programa, a ser divulgado para o público externo.

JUSTIFICATIVA
Destaque dos motivos, relevância e contribuição social e acadêmica das ações previstas na proposta.

O Laboratório de Descolonização surgiu a partir do coletivo Descolônia como um afronte. Desde a implantação das primeiras escolas de artes no Brasil trazidas pelos europeus, o ensino se delimitou a abordar arte por uma visão eurocêntrica e ocidental, distante de nossa realidade sul-americana e periférica. Estudamos nos cursos de artes diversas disciplinas de História da Arte européia, onde a bibliografia, as referências e artistas retratados são em sua maioria homens, europeus e brancos. A produção cultural de pessoas negras no Brasil tem sido historicamente reduzida a espaços periféricos, sendo marginalizada, reprimida e não concebida pelas instituições enquanto arte. O processo de institucionalização da arte repele a população negra dos espaços de produção artística. Isso se reflete na presença de produções negras nos museus, galerias, centros culturais, exposições e espaços de difusão de cultura onde há uma invisibilidade de pessoas negras produzindo e discutindo arte.

Após a política de cotas implementadas nas graduações das universidades federais se tornou mais comum a presença de pessoas negras e periféricas nos bancos das universidades, onde 50% das vagas são reservadas para cotistas. Apesar dessa conquista pautada pelo movimento negro, o aluno cotista se vê em constante desafios para sua permanência na graduação. Entre dificuldades financeiras e de adaptação, está a não presença de temáticas que dialoguem com sua realidade, gerando o distanciamento do conteúdo prático com o teórico.

Apesar do projeto pedagógico inovador do Bacharelado Interdisciplinar em Artes e Design, do Instituto de Artes e Design, a matriz curricular exclui, da maioria de suas ementas, artistas e autores afrodescendentes, indígenas e latino-americanos. Desta forma, após a política de ações afirmativas, nota-se como o IAD coloriu-se, mas suas aulas, infelizmente, continuam com uma abordagem eurocêntrica e epistemicida.

Ou seja, fazem-se necessárias disciplinas, laboratórios, espaços de formação complementar e profissionais docentes que apresentem uma formação que possa dialogar com a realidade dos alunos cotistas para que se evite o aumento das taxas de evasão que são crescentes entre os alunos oriundos de escolas públicas, negros, pardos, indígenas e cotistas.

Desta forma, o coletivo criado em 2016 por alunas e alunos negros do IAD tem como maior desafio a descolonização do pensamento e da Arte, a partir de afro-poéticas de resistência. Esse grupo de estudos gerou um Laboratório de Descolonização vinculado ao Laboratório Interdisciplinar de Linguagens para licenciaturas da UFJF e o coletivo de produção artística Descolônia propôs, em 2017, um projeto de pesquisa que permitisse a fundamentação de um conjunto de atividades de formação que minimizasse essa carência, ampliando a diversidade, além de auxiliar a continuidade da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino da cultura afro-brasileira e indígena.

A partir desta fundamentação, o coletivo vem, neste projeto de extensão, propor esse conjunto de atividades.

BENEFICIÁRIOS
Indicação das características socioeconômicas, culturais e políticas dos beneficiários

Discentes de graduação oriundos de escolas públicas, negros, pardos, indígenas, quilombolas e cotistas; discentes de ensino básico que se enquadrem no perfil de cotas das universidades; docentes e gestores de ensino básico e superior que tenham interesse em e simpatia por temáticas étnico-raciais.

FUNDAMENTAÇÃO
Levantamento preliminar das categorias teóricas que darão suporte as ações e às análises a serem desenvolvidas.

A educação não se aplica apenas ao espaço escolar, ela esbarra em questões políticas e em nossa vivência coletiva como sociedade. Desta forma, no período pós-colonialista, encararmos a educação como veículo transgressor e transformador essencial para libertação das mentes. Em seu livro, Bell Hooks (2013) rememora suas vivências escolares e aponta questionamentos ao engessado modelo pedagógico ocidental.

Em suas referências, encontramos citações de Paulo Freire, entre outros, que sugerem a escola como espaço de luta anticapitalista, tratando das temáticas raciais e feministas. Inicialmente, o livro relata a lembrança de sua vivência como mulher afro-americana estado-unidense, acentuando a segregação racial, antes obrigatória em escolas divididas por raça.

Após as escolas se moldarem como inclusivas, o embate racial mostrou-se ainda mais complexo: a vivência do outro é enriquecedora, porém, com o passado recente das ex-colônias, é de se esperar uma considerável tensão. A grande diferença entre as escolas, citada pela autora, seria o senso de comunidade presente nas escolas negras; afinal, se há poucas décadas o ensino de afrodescendentes era penalizado como crime, no momento em que se tornou possível, a educação mostrou-se uma válida forma de combate e resistência política. Porém, para além das questões raciais, a educação transgressora convida aos discentes e docentes e explorarem um ensino que seja emancipador, fazendo com que o senso de comunidade seja resgatado e que o/a educador/a esteja disposto a encarar esse processo de forma honrosa.

Em suas citações, Bell Hooks compara o Educador com o Curandeiro em um processo de resgate dos saberes tradicionais dos povos originários, tornando o ensino sagrado de modo que o processo de ensino-aprendizagem deixe de se limitar à transmissão de conhecimento, tornando-se um meio de contribuir para a continuidade da sociedade, transgredindo para então melhorá-la.

O método que trazemos como educação transgressora para este projeto é a LudoPoética (http://historias.interativas.nom.br/lilithstudio/projeto/), uma atividade projetual de base semiótica peirceana-barthesiana com finalidades diversas, porém com uma intenção específica: a de questionar. Este questionamento se apresenta como um desejo de usar o “poder de sedução” – o tradicional valor agregado ao objeto pelo Design que leva ao consumo – para persuadir o usuário a pensar de maneira crítica, produzir conhecimento e ganhar experiência, como se fosse um jogo.

OBJETIVOS
Elaboração adequada do objetivo geral e metas como resultante do detalhamento da justificativa articulado ao referencial teórico explicitado: desdobramento e aplicação prática do projeto PIBIC-AF

O objetivo geral do projeto é implementar atividades baseadas em metodologia descolonial, a partir de afro-poéticas de resistência, com propósito de problematizar e oferecer repertórios formadores para disciplinas, laboratórios e espaços de formação complementar do IAD e da UFJF, para seus públicos internos e externos.

Objetivos específicos:

  • organizar e divulgar o acervo de produções acadêmicas e artísticas descoloniais previamente levantadas durante o projeto Laboratório e Coletivo Descolônia: didáticas e poéticas afrocentradas e indianistas, do edital PIBIC-Ações Afirmativas 2017 da UFJF;
  • elaborar atividades a partir deste acervo e das poéticas individuais dos participantes do coletivo Descolônia de discentes negros/as da UFJF;
  • definir estratégias para manutenção e renovação do coletivo e de suas atividades.

METODOLOGIA
Indicação e adequação dos processos interventivos e de investigação de forma a materializar o conteúdo expresso nos objetivos e metas, articulados à fundamentação teórica.

Com base na proposta da educação como prática de curandeirismo, de Bel Hooks, e na LudoPoética, nossa metodologia será cíclica e ritualística, consistindo em etapas com atividades similares que vão se desenvolvendo em espiral, sempre a partir dos resultados alcançados pelos participantes, gradativamente aprofundando o processo de aprendizagem. Estas atividades acontecem mês a mês, traçando paralelos entre as etapas de um projeto de pesquisa científica, etapas de um projeto artístico e a lógica cíclica de um ritual:

  1. Introdução temática no Sarau Dia preto: similar à celebrações populares, mas com um toque de flash mob contemporâneo, com varal de releitura de obras de artistas descoloniais, feira de produção dos participantes, apresentações e microfone aberto para manifestações poético-políticas.
  2. Delimitação de um problema em Roda de Conversa: similar à prática da reunião de conselhos, em que questões pontuais suscitadas no sarau são levantadas e discutidas por todos os participantes, sem a hierarquia apresentador-plateia e, sempre que possível, com a presença de convidados externos.
  3. Apresentação de hipóteses no Cinedebate: exibição de produção audiovisual produzida por artistas descoloniais com posterior debate, como possibilidades de abordagem e solução dos problemas discutidos na roda de conversa.
  4. Elaboração e execução de Procedimentos nas Oficinas: momentos de ensino-aprendizagem teórico-práticos com foco na instrumentalização dos participantes em meios de expressão, centrais ou periféricos, mas apresentados sob o ponto de vista descolonial, que lhes permitam materializar suas poéticas inspiradas nos temas, problemas e hipóteses das atividades anteriores. Oficinas previstas:
    1. Linguagens e Práticas de Audiovisual: a oficina pretende discutir os temas relacionados à construção imagética e social, abrangendo desde o tema sexualidade, passando pelo processo de socialização na infância, bullying, diferenças étnico-raciais, até as questões relacionadas ao cenário contemporâneo do mercado audiovisual, com um recorte no público infanto-juvenil. Consistirá de experimentações de construção de objetos para o entendimento de conceitos fotográficos e visuais, utilizando diferentes tipos de materiais e suportes, objetivando através do processo de criação, despertar intuitivamente e empiricamente habilidades necessárias para os conhecimentos técnico básico do universo dos instrumentos cinematográficos, incluindo um raciocínio crítico sobre debates atuais.
    2. Ludonarrativas: ludonarrativa é uma dinâmica em que uma narrativa é construída em situação de jogo. É um jogo cujas regras proporcionam contar ou construir uma narrativa. É uma narrativa que é construída ou contada usando as regras de um jogo; nesta oficina, os participantes são convidados a criar suas personagens, vivenciar situações desafiadoras por meio delas e depois produzir registros poéticos desta vivência.
    3. Poéticas urbanas: a oficina propõe uma apresentação da arte urbana e diferentes técnicas utilizadas em intervenções. A partir de uma poética pessoal, repensar a cidade e utilizar a rua como suporte para disseminar discursos, conscientizar pessoas e repensar a nossa relação com a cidade e seus habitantes.
    4. Cadernos: elaboração de cadernos de rascunhos e registros; pretende-se que estes cadernos, construídos sob uma ótica descolonial, acompanhem os participantes no decorrer do projeto.
    5. Pretos acadêmicos: elaboração textos e trabalhos acadêmicos
    6. Afrobrasilidades: por meio de material didático interativo e lúdico, os participantes são estimulados a estabelecerem suas próprias conexões entre o Brasil e os países africanos, imaginando origens e heranças possíveis e/ou poéticas.
    7. Práticas Corporais: a oficina pretende estimular a auto-observação corporal, buscando entender a construção individual e a poética específica de cada corporeidade, pensando como cada pessoa tem a sua história e como isso corresponde a cada gesto e costume; ao mesmo tempo, procura um ponto em comum em cada um, de modo a construir um pensamento coletivo através de vivências comuns que atravessam a especificidade de cada indivíduo. Usando performance ,HipHop, musicalidade e a meditação como plataformas didáticas.
  5. Resultados, Conclusão e Desdobramentos em Exposição: ocupação transgressora de espaços tradicionais da arte, como galerias, e centros culturais e ocupação de espaços tradicionalmente não-artísticos, pelos participantes e convidados, apresentando a produção emergente das atividades anteriores.

RELAÇÃO COM O PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DOS DISCENTES
Vinculação das atividades de extensão e de pesquisa com o Projeto Pedagógico do Curso – PPC, no que se refere à constituição de habilidades que se relacionam com as diretrizes estabelecidas pelas Unidades Acadêmicas.

Este projeto busca oferecer um espaço de atuação de prática docente para licenciandos/as em Artes Visuais e prática poético-projetual para bacharelandos/as nos cursos de primeiro e segundo ciclo do Instituto de Artes e Design, diretamente vinculado à disciplinas que compõem o currículo destes cursos, a saber: ART367 Oficina de Análise e Produção de Jogos Narrativos para Educação, ART362 Oficina de Projeto de Material Didático I, ART363 Oficina de Projeto de Material Didático II, ART368 Oficina de Leitura e Produção de Imagens e ART221 Ateliê De Desenho Artístico, todas ministradas pela coordenadora do projeto e devidamente acompanhadas de seus respectivos correquisitos práticos.[1]

Este conjunto de disciplinas tem como objetivo capacitar aprendizes a projetar objetos, processos e inquietações utilizando preferencialmente didáticas interdisciplinares com abordagens multidisciplinares, buscando promover a apropriação transdisciplinar dos conhecimentos acadêmicos no processo de aprendizagem, uma vez que o estudante é quem os costura partindo de seus interesses e desejos que, em geral, são conhecimentos não acadêmicos.

Tal objetivo pedagógico busca atender às exigências da RESOLUÇÃO CNE/CP 1, DE 18 DE FEVEREIRO DE 2002:

  • o ensino visando à aprendizagem do aluno;
  • o acolhimento e o trato da diversidade;
  • o exercício de atividades de enriquecimento cultural;
  • o aprimoramento em práticas investigativas;
  • a elaboração e a execução de projetos de desenvolvimento dos conteúdos curriculares;
  • o uso de tecnologias da informação e da comunicação e de metodologias, estratégias e materiais de apoio inovadores;
  • o desenvolvimento de hábitos de colaboração e de trabalho em equipe.

Essas exigências estão costuradas como objetivos específicos no PPC do curso com as disciplinas de modo a atender as seguintes competências:

[1] As ementas e conteúdos programáticos destas disciplinas estão disponíveis em http://historias.interativas.nom.br/aulas/


IMPACTO NA FORMAÇÃO DISCENTE
Explicitação dos resultados técnicos, científicos e sociais esperados na formação profissional dos discentes, por meio do desenvolvimento de habilidades no campo da extensão e da pesquisa, valorizando as atividades interdisciplinares promovidas pela proposta.

Entendendo que Ensino, Pesquisa e Extensão como aspectos interconectados de uma formação acadêmico-profissional, buscamos que este projeto atenda, de modo similar ao esperado nas disciplinas, a demanda por espaços de treinamento tanto do exercício docente quanto do exercício artístico na forma do projeto de Treinamento Profissional Design de material didático em suportes bidimensionais e do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), ambos em andamento. Os/as discentes envolvidos nesses projetos encontram espaços de produção de material e aplicação supervisionada do material produzido e, em concomitância com este projeto de extensão, terão mais dados e resultados para comparações acerca de efetividade de material descolonial no desempenho de aprendizagem.[1]


INTEGRAÇÃO ENTRE EXTENSÃO E PESQUISA

Conforme explicitado na justificativa, esta proposta surge como resultado e desdobramento do projeto de pesquisa Laboratório e Coletivo Descolônia: didáticas e poéticas afrocentradas e indianistas, do edital PIBIC/CNPq AÇÕES AFIRMATIVAS UFJF 2017, cujos resultados parciais já podem ser consultados no site Cores Vivas: http://historias.interativas.nom.br/coresvivas/


RELAÇÃO COM A SOCIEDADE E IMPACTO SOCIAL

Conforme explicitado na justificativa, vislumbramos o potencial deste projeto de minimizar a predominância do eurocentrismo acadêmico e artístico, propiciando, deste modo, uma maior sensação de pertencimento e boas vindas a futuros profissionais até então ditos “periféricos”. Com isto, pretendemos inclusive, atrair mais interesse para as licenciaturas.


RELAÇÃO MULTILATERAL COM OS OUTROS SETORES DA SOCIEDADE

Nosso foco é justamente a valorização dos saberes até então considerados marginais, se tomarmos a epistemologia europeia como ponto central.


CONTRIBUIÇÃO NA FORMULAÇÃO, IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS

Uma vez sendo bem sucedido na versão piloto, pretendemos oferecer o projeto para secretarias de educação e de cultura.


INDICADORES DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO

A cada ciclo de atividades (sarau > roda de conversa > cinedebate > oficina > exposição) serão feitas avaliações diagnósticas e formativas, por meio de observação, questionários e entrevistas semiestruturadas. Na avaliação, serão priorizadas as seguintes competências:[2]

  • Criatividade: recombinação crítica de repertórios a partir das fantasias pré-existentes e/ou das necessidades de aplicação para a solução dos desafios.
  • Ética: reflexão crítica sobre o tema, responsabilidade através da relação de causalidade narrativa (atos e suas consequências), cooperação e competição na hora certa, vislumbre ou efetivação de transformações individuais e coletivas, responsabilidade pela produção pela noção de autoria.
  • Gestão: capacidade de utilizar os métodos, seja para expressão criativa, por meio do desenvolvimento e incorporação de seu material, seja permitindo-lhes criar histórias interativas para desenvolver em outros jogadores as características citadas anteriormente e, portanto, qualificá-los no seu uso como método didático e/ou projetual, liderança, trabalho em equipe.

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

Mês 1: Dia Preto com recepção aos calouros/as; roda de conversa sobre Representatividade, cinedebate Pantera Negra, oficina de Pretos Acadêmicos (elaboração de textos acadêmicos), oficina de cadernos e exposição de abertura do projeto.

Mês 2: Dia Preto; roda de conversa sobre Poéticas Periféricas; cinedebate Preciosa; oficina de poéticas urbanas.

Mês 3: Dia Preto; roda de conversa Lesbianidades; cinedebate Mulher Melancia; oficina de audiovisual.

Mês 4: oficina de Práticas Corporais, avaliação, discussões, readequações.

Mês 5: Dia Preto

Mês 6: Exposição da produção das oficinas anteriores; Dia Preto com recepção aos calouros/as; roda de conversa sobre Solidão da Bicha Preta; cinedebate Favela Gay; oficina de Afrobrasilidades.

Mês 7: Dia Preto; roda de conversa sobre Afetividades Negras; cinedebate Filhas do Vento; oficina de produção cultural.

Mês 8: Dia Preto; roda de conversa sobre Mulheres Negras e Novas Mídias; oficina ludonarrativa; cinedebate Besouro.

Mês 9: Dia Preto

Meses 10 a 12: avaliação e relatório


ESTIMATIVA DE BENEFICIÁRIOS A SEREM ATENDIDOS

Para as atividades de sarau, roda de conversa e cinedebate, temos como limite apenas a capacidade do auditório de IAD, para cerca de 150 pessoas. Para as oficinas, temos como única limitação a capacidade do Laboratório Interdisciplinar de Linguagens, que comporta cerca de 25 pessoas. Em caso de necessidade de atender tais limites, faremos lista de inscrição prévia online por ordem de chegada.


BIBLIOGRAFIA

BARBOSA, Muryatan Santana. A África por ela mesma: a perspectiva africana na História Geral da África (UNESCO) / Muryatan Santana Barbosa; orientadora Marina de Mello e Souza. – São Paulo, 2012.

BETTOCCHI, Eliane. LudoPoética. Disponível em http://historias.interativas.nom.br/lilithstudio/. Capturado em 13/06/2018.

CARNEIRO, Aparecida Sueli. A Construção do Outro como Não-Ser como fundamento do Ser. Feusp, 2005. (Tese de doutorado); Lélia-Gonzales-Carlos-Hasenbalg-Lugar-de-negro.

DAVIS, Angela no Mulheres, Raça e Classe. São Paulo: Boitempo, 2016.

DE, Jeferson. Dogma Feijoada: o Cinema Negro Brasileiro. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Cultura – Fundação Padre Anchieta, 2005.

GRADA, Kilomba: decolonizing thinking, performing knowledge. Disponível em http://sxpolitics.org/grada-kylomba-decolonizing-though-performing-knowledg/16618, em 06/07/2017.

HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. Marcelo Bradão Cipolla. Snao Paulo: Martins Fontes, 2013.

NASCIMENTO, Abdias. O Quilombismo. Brasília/ Rio: Fundação Cultural Palmares/ OR Editora, 2002, 2ª ed.

_______. Teatro experimental do negro: trajetória e reflexões.Estud. av. vol.18 no.50 São Paulo Jan./Apr. 2004, em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142004000100019, em 05/06/2017.

PAULINO, Rosana. Diálogos Ausentes, Vozes Presentes. Itaú Cultural, 2016, em http://d3nv1jy4u7zmsc.cloudfront.net/wp-content/uploads/2016/12/di%C3%A1logosausentes_rosanapaulino-rev.pdf

SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro: As vicissitudes da Identitade do Negro Brasileiro em Ascensão Social. Rio de Janeiro: Ed. Graal, 1983.


[1] Informações e resultados destes projetos em andamento estão disponíveis em http://historias.interativas.nom.br/incorporaispesquisa/ensino/

[2] Aqui entendidas como operações mentais que articulam e mobilizam as habilidades e os conhecimentos, de acordo com o comportamento e a atitude do sujeito em uma dada situação (PERRENOUD, 1999).


Plano-de-trabalho-do-bolsista-de-Extensão1

planilha_suporte_final_eliane_bettocchi