Situação Didática: Componentes e Dinâmica

25 de janeiro de 2012

magem -Síntese de uma Situação Didática com seus componentes (objetos didáticos, agentes, usuários, fundamentos pedagógicos) e Dinâmica (competências mobilizadas e construídas, contexto; situação em sala, situação adidática e institucionalização).

Publicado o livro “Contadores de Histórias: um exercício para muitas vozes” com um capítulo escrito por mim e Eliane Bettocchi

21 de dezembro de 2011

O livro “Contadores de Histórias: um exercício para muitas vozes”, organizado por Benita Prieto, foi publicado e tem um artigo escrito por mim e Eliane Bettocchi no qual trazemos um breve retrospecto das nossas pesquisas com as histórias interativas tipo RPG e nossa pesquisa atual com sua aplicação atual para educação por meio da TNI [...]

Buscando um diálogo de si e para com os outros

12 de dezembro de 2011

Este ensaio traz uma breve reflexão a partir do curso que fiz no NEPED, da faculdade de Educação de UFJF. O curso intitulava-se “Educação e Diversidade: na/da/para Atualidade: (re)significando o outro”.
O curso ampliou meus horizontes e perspectivas em muito além do que eu já conhecia sobre diferença, diversidade e inclusão. A questão se torna mais complexa a partir do conhecimento da polissemia do termo “inclusão” e a percepção da “diversidade” como um dado humano e da forma de lidar com ela como construtora das “diferenças”.

Design Didático

6 de dezembro de 2011

Eu prefiro o termo “design didático” em vez de “design instrucional”, apesar da consagração do segundo no uso comum, para evitar anglicismos desnecessários e por julgar que “didático” um adjetivo que se aproxima mais da postura construtivista do que “instrucional”.
O campo do design é aqui entendido como o da “configuração de objetos”, o qual compreende [...]

Objeto Didático

6 de dezembro de 2011

Roman Ingarden apresenta na fenomenologia estética o conceito de objeto estético como distinto do objeto físico, mesmo podendo ser gerado a partir dele. O objeto físico em uma pintura é a tela e os pigmentos, em uma música as vibraçõe sonoras, em um livro as páginas e a tinta, em um site a impressão visual [...]

As narrativas participativas

3 de novembro de 2011

A relação entre contar uma história e ensinar vem sendo trabalhada há séculos. As fábulas de Esopo e de La Fontaine, os estudos sobre a Ilíada e a Odisséia para a formação de jovens na Grécia Clássica, o teatro jesuítico no Brasil Colonial, e mesmo a sabedoria popular presente nos contos de fadas e nos [...]

Uma possível contribuição dos saberes poéticos e prosaicos dos RPG, histórias interativas com vários protagonistas, para projetos transdisciplinares

13 de maio de 2010

Marco Silva propõe que a forte emergência atual da interatividade se deve à imbricação de fatores em três instâncias: tecnológica, mercadológica e social. Um caminho para se compreender o fenômeno seria através da epistemologia da complexidade de Edgar Morin. Este, por sua vez, ressalta a necessidade da religação dos saberes, valorizando outras formas de conhecimento além do científico, técnico, prosaico, apontando para os saberes poético, místico, irracional que deveriam ter seu espaço resgatado. Para Morin, o complexus, aquilo que se tece em conjunto, da vida é um entrelaçamento entre prosa e poesia. Eliana Yunes também assinala a necessidade do resgate de outras fontes de sabedoria além do dito logos científico, sem buscar sobrepujá-lo ou negá-lo, apenas assumindo uma postura em que se renuncia a um saber absoluto para que este se transforme em saberes. O resgate do saber poético seria vital para lidar com os desafios éticos da complexa realidade atual.
Janet H.Murray, em seu livro “Hamlet no Holodeck”, afirma que representar, jogar e contar histórias são componentes ancestrais e definidores de nossa humanidade e também recursos para as tarefas culturais que enfrentamos atualmente. Poderíamos dizer que numa sociedade de indivíduos autônomos, cada um busca ser o protagonista de sua própria história. Portanto, proponho neste artigo trazer para uma reflexão maior as soluções encontradas em narrativas interativas de representação, jogo, e contação de histórias em que há vários protagonistas: os Role Playing Games (RPGs). A proposta não é apresentar soluções para pronta aplicação em outras áreas e sim iniciar debates e reflexões que talvez sejam fecundos. Para este fim trago minha experiência de 16 anos na área dos RPGs comerciais e didáticos num diálogo com os autores acima mencionados.

Sobre projetos lúdico-pedagógicos:

14 de junho de 2009

Um projeto lúdico-pedagógico visa integrar duas coisas que à primeira vista são antagônicas: o entretenimento e a educação. Portanto, faz-se necessária uma visão de sistema em que cada parte receba a importância devida e se busque uma integração produtiva entre elas. Caso contrário o que ocorre são brincadeiras que divertem, mas não educam, ou que nem isso conseguem.

Adaptações de um meio narrativo para outro

13 de junho de 2009

Adaptações de uma história de um meio narrativo para outro, mais tradicionalmente de um livro para um filme, são muito mais complexas do que simplesmente “filmar as cenas do livro”, mantendo os diálogos. Isso é sabido há mais de 2.000 anos.

O que é jogo

13 de junho de 2009

Aparentemente, existe uma controvérsia sobre o aspecto de “jogo” do RPG. Em algumas definições o vemos tratado como “um jogo diferente”, que o “termo jogo é infeliz quando aplicado ao RPG” e até algumas definições que negam o aspecto de jogo do RPG, classificando-o como um método ou brincadeira para criar histórias.1 Para trazermos alguma luz a esta questão é interessante fazer uma breve incursão sobre algumas definições e conceitos de “jogo” num sentido mais amplo.