Reino de Valencia

O primeiro reino humano preza muito suas tradições. Grande potência no passado, Valência tenta reverter um processo de decadência que já dura 100 anos. A diplomacia tem sido a estratégia mais usada porque sua força militar e econômica não são mais o que eram, mas Valência ainda conta com a força de sua História junto aos outros reinos e certo peso comercial. O rei de Valência busca se equilibrar entre os nobres e as guildas comerciais. A corrupção é um problema recorrente do Reino, mas o povo ainda é leal ao trono. Seus principais valores são tradição, ordem, família, determinação e alegria.


 


Ervantes [MAPA]

A capital do Reino de Valencia é a segunda maior cidade do continente, com quase 1 milhão de habitantes, perdendo de leve para a capital do Império. É uma cidade que cresceu caoticamente ao redor do castelo até encostar no mar, num reino de razoável poder militar porém decadente, com grande concentração de renda e de imigrantes, onde criminosos se organizam em facções e as milícias são bastante corruptas; onde se faz churrascos nos terraços das casas de tijolo aparente, come-se peixe frito e bebe-se cachaça nas biroscas; onde se fica horas preso num engarrafamento de carroças subindo o morro; onde os membros dos templos das divindades desfilam uma vez ao ano em grandes carros com sua vestes coloridas ao som de tamborins, pandeiros, agogôs, cítaras e alaúdes…

Nesta capital ficam o grande Templo do Sol, o segundo maior e mais luxuoso templo de Augur do continente (perdendo para o do Império), a sede da Ordem do Sol do reino, de paladinos, e a Grande Academia de Magia do Círculo da Lua, que autoriza feiticeiros a atuarem profissionalmente em todo o Eixo Sul.

O povo é alegre, jovial, brincalhão, festeiro, pouco afeito ao planejamento e muito patriota e amante de seu reino. Há séculos convivem com a violência, corrupção, grande desigualdade social, governos incompetentes e cargos indicados por politicagem. Apesar de não se verem assim, carregam fortes preconceitos étnicos (principalmente contra orcos), de gênero e homofobia.


Rio Ruim

É uma cidade mediana, com cerca de 10.000 habitantes. Foi fundada por Garcia Decastro, um desbravador que sonhava em ligar de uma forma mais rápida os Reinos do Sul com o Lago Lunara. O rio de mesmo nome, com de corredeiras traiçoeiras e pedras pontiagudas, corta a cidade e torna a navegação impossível. A proximidade com terras selvagens e orcos torna morar em Rio Ruim uma aventura de sobrevivência, mas com a vantagem de comércio com algumas tribos, o que fez a cidade crescer rápido. Ainda assim, sucessivo ataques de orcos selvagens, afastaram qualquer possibilidade de Rio Ruim de se tornar uma importante cidade comercial de Terra Nova.

Mesmo com seus problemas, Rio Ruim tem seus charmes: o vinho e o café são famosos por todo o Reino de Valência, abastecendo metade da necessidade do Reino. A cidade também conta com nobres famosos e importantes, como o Barão Uwou Garcia Decastro, dono da maioria das terras e dos campos de café. A cidade também tem um templo, um complexo de lojas e uma pequena cavalaria de 15 homens, escolhidos entre os nobres da cidade.


1- Praça central da cidade: fonte de Sarina, uma estátua cuspindo água pela boca; muitos cidadãos atribuem a péssima sorte da cidade ao fato de que Sarina não teria gostado da homenagem.
2- Campos de café: um orco chamado Itamandaru é o responsável pelo cultivo e manutenção do campo e sua família reside no celeiro (construção mais próxima do campo)
3- Mansão dos Garcia Decastro: uma bela mansão de 3 andares, junto a qual fica a barraca de infantaria, com alguns soldados que são escolhidos entre a plebe.
4- Complexo dos Barracões: ferreiros, alfaiates, carpinteiros, onde uma pequena quantia é paga como tributo para a manutenção ao Barão Uwou. Esses artesãos formaram uma guilda de comerciantes chamada “Moedas Negras”. Responsáveis entre intrigas comerciais e assaltos à caravanas de pessoas “que se relacionaram de forma rude” com os comerciantes.
5- Templo: fica no alto de um pequeno morro, e possui uma passagem secreta que sai no leito do rio.
6- Comunidade Mista: o local onde reside a escoria também é o local onde fica a clínica de cura, pela qual um feiticeiro sem rosto e sem nome seria responsável. Dizem as más línguas que todos entram mas apenas os nobres saem e que o feiticeiro sem rosto é o temido louco Antoni de Augur.
7- Parte pobre da cidade: responsável pela revolta dos grãos, uma revolta que envolveu o sequestro de uma das filhas de Uwou Garcia; após grande pressão dos nobres, um acordo foi estabelecido, a filha de Uwou foi solta e em sequencia, quebrando o acordo, o Barão ordenou à cavalaria que matasse cada um daqueles que participaram do sequestro e destruísse suas casas.
8- Cemitério: abriga um cassino clandestino no qual as apostas envolvem mercadorias especiais – pessoas, artefatos mágicos, posições de governo…

[Esta cidade foi baseada na cidade de Paraiba do Sul, Rio de Janeiro, que no passado foi uma cidade importante, porém a arrogância do povo destruiu qualquer chance de crescimento. O nome Paraiba em Tupi-Guarani significa rio ruim, pedregoso, Raso, péssimo para navegação entre outras versões. Garcia e De Castro foram inspirados em pessoas que tem parentesco com o Bandeirante que fundou a primeira Igreja na cidade, no meio do Rio Paraiba. Texto e imagens por Geovane Marchi, IAD-UFJF, 2012]


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