Da primeira muralha,

você tem uma bela vista de Ervantes, a grande capital do Reino de Valência. Uma cidade com forte tradição de hospitalidade, alegria, festas que eventualmente terminam em socos, pontapés e cadeiradas.


Para criar sua personagem pela primeira vez, role para baixo e continue na AVENTURA SOLO. Se já jogou e quer criar novas personagens, clique AQUI. Para editar sua personagem, jogar com ela e conhecer o cenário clique nos links:


Na cidade alta,

dentro da muralha do castelo, está o palácio onde reina o rei do reino humano mais antigo da Terra Nova.

Ao seu redor, dentro da primeira muralha, estão as belas casas dos nobres e grandes burgueses, as ruas e calçadas cobertas por pedras tipo pé de moleque, poços com água limpa, tabernas bem servidas e uma milícia atenta para evitar qualquer problema.

A praça da Sé, o grande templo de Augur, o Rei, deus da realeza e da justiça, com a sede da Ordem do Sol que organiza seus campeões, os paladinos, e os grandes templos de Aiala, a Rainha, deusa da beleza e do ouro, e de Zinga, a Senhora Guerreira, deusa das paixões e tempestades.

As torres do castelo, que abrigam os templos de Bórias, o General, deus da guerra e da forja, junto com a torre de milícia; o templo de Altéa, a Feiticeira, deusa das doenças e da magia, junto com a Grande Escola do Círculo da Lua, responsável pelo ensino e licenciamento da Magia.

As Divindades são muito importantes na cultura da Terra Nova, os meses do ano e as horas do dia receberam seus nomes. Estamos falando de nomes genéricos visto que Bórias, Driano, Sarina, são os nomes dados pelos povos do sul. Por isso, muitos se referem aos deuses como “O Rei”, “A Rainha”, “A Senhora Guerreira”, “A Feiticeira”, “O Mensageiro”, “O Menestrel”, “O Senhor da Guerra”, “A Matriarca” e o “O Caçador”. Os nove grandes deuses, acima dos quais está a Trindade, o “Pai”, a “Mãe” e a “Criação”. Por isso temos doze meses no ano.

Por que os deuses são tão importantes? Porque há mais de sete mil anos atrás elfos e anões da Terra Antiga trouxeram os humanos para servirem como escravos e derrotar os nativos da Terra Nova para que esta pudesse ser colonizada. Os nativos ficaram então conhecidos como orcos. O tempo passou, houve miscigenação, elfos, anões, humanos e orcos se misturaram – o que não foi bem aceito pelos elfos e anões puristas, briosos de suas peles de lua, cabelos de milho e olhos de mar. A escravidão piorou. Então há quatro mil anos houve a grande rebelião que libertou a todos nós acabando com a escravatura. Os elfos e anões puristas foram para o norte, deixando o continente de Terra Nova para os mestiços. Os heróis e heroínas da rebelião se tornaram os nossos deuses.

Não gostou? Bom, você pode então seguir o xamanismo dos nativos com sua devoção aos ancestrais e espíritos da natureza ou a fé elementalista que busca uma comunhão com a criação pelos elementos. Se você quiser ser ateu então se vira quando os vampiros aparecerem.

Descendo para a segunda muralha,

ainda com a cabeça nas nuvens, você vê um grupo de milicianos passarem imponentes em seus gibões de batalha (armaduras de tecido acolchoado reforçadas com couro) com facões na cintura. Um deles tinha até uma cota de malha. De onde ele tirou dinheiro para comprar? Parece que estavam atrás de um ladrão, coisa que só acontece entre a primeira e a segunda muralhas, onde vivem os animais que comem de tudo: os ricos. Um ladrão que deve ter sido um dos muitos imigrantes que veio para Ervantes em busca de trabalho e não conseguiu.

Entre a segunda e a terceira muralhas,

você vem vivendo, catando emprego e comendo de favor na birosca da Vó Noca. Aqui, onde vivem os pequenos comerciantes e o povão composto por biscateiros, trabalhadores domésticos, curandeiros, pescadores, pedreiros, marceneiros, entregadores etc. Entre casas, casebres e casinhas, ruas e ruelas, ruas e canaletas, poços e pocilgas, vivemos humanos, anões, elfos, orcos, elfanos, orcanos, orquelfos, dentre outros menos cotados.

Devemos lembrar que Ervantes concentra a maior população de imigrantes e mestiços da Terra Nova. Sabia que mais da metade da população daqui veio de fora? E você? É daqui mesmo ou também veio de outro lugar?


Escolha aqui.

No cais,

a vida é dura, mas somos valencianos (por nascimento ou adoção) e não desistimos nunca! Como essas pessoas na birosca tomando cerveja. Você resolve se juntar a elas quando Viola, neta de Noca, chega até você com um ar tristonho e diz:

– Estamos precisando da sua ajuda. O gato da minha vó, o Otelo, sumiu! O que podemos fazer? Você precisa nos ajudar.

– Mas, como eu vou achar um gato em uma cidade com um milhão de pessoas?

– Não sei, mas o Otelo é a alegria da vovó. Ela mal sai de casa e está inconsolável. O Otelo sumiu desde anteontem e a vovó chora todos os dias. A vovó Noca sempre foi boa e gentil com você. Nunca esqueceu um aniversário! Além disso, você está comendo e bebendo de graça aqui há uma semana, tem que pelo menos tentar ajudar, não acha?


A partir de agora, para continuar a história, você deve realizar algumas escolhas e anotá-las na sua PLANILHA em pdf que você deve baixar e preencher.


  • Os caminhos a seguir determinarão o CONCEITO da sua personagem. Conceitos são maneiras de classificar os diferentes tipos de profissionais e atuações no cenário, ou seja, o QUE a personagem faz, e determinam os CONHECIMENTOS que ela tem.
    • Se você prefere procurar por Otelo perguntando, oferecendo recompensas e apelando para o carinho pela vovó Noca, clique aqui.
    • Se você quer encarar esse desafio de frente e encontrar Otelo arregaçando as mangas e saindo por aí, mesmo que tenha que ameaçar alguém, clique aqui.
    • Se você acha mais interessante ir a um templo ou casa de cura pedir ajuda espiritual, clique aqui.
    • Se você acha que o sumiço do Otelo é um mistério empolgante que precisa ser desvendado e prefere procurar pistas e planejar estratégias, clique aqui.